Vale (VALE3) deve entregar retorno com dividendos de 9% em 2022, afirma XP

1 mês atrás 19

Depois de distribuir R$ 73 bilhões em dividendos recorrentes e extraordinários, além de juros sobre capital próprio (JCP), nos últimos doze meses, a Vale (VALE3) deve continuar remunerando o acionista no ano que vem, avalia a equipe de análise da XP composta por Thales Carmo, Jennie Li e Juliana Kirihata.

O montante distribuído ao longo de 2021 gerou um retorno sobre dividendos (dividend yield) de 22%, bem acima da média de 3% nos últimos cinco anos.

dividend yield da Vale superou até mesmo seus pares australianos, cujos retornos de dividendos nos últimos 12 meses ficou em 14,5%.

Vale lembrar que os dividendos representam uma participação do acionista nos lucros de uma empresa, e são distribuídos de maneira proporcional à quantidade de ações que o investidor possui. De acordo com a Lei das S.A., as empresas de capital aberto têm que distribuir no mínimo 25% dos seus lucros a acionistas.

A política de remuneração da Vale determina que os dividendos sejam pagos semestralmente, com uma parcela em setembro e a outra em março. Só no último mês de setembro, a Vale distribuiu R$ 40,2 bilhões em dividendos, o maior montante distribuído desde o episódio de Brumadinho, em 2019.

Além do dividendo mínimo, a companhia ainda pode deliberar dividendos extraordinários em outros meses do ano. Em junho, a mineradora pagou R$ 11 milhões em dividendos desse tipo.

“Mesmo considerando uma curva de minério de ferro mais conservadora, ainda vemos a Vale apresentando um fluxo de caixa livre sólido e fortes dividendos nos próximos anos”, afirmam os analistas da XP.

Sendo assim, a XP acredita que a Vale pagará um dividend yield mínimo de 9,0% em 2022. “Adicionalmente, considerando a baixa alavancagem, não descartamos potenciais dividendos extraordinários”, ressaltam os analistas.

Ainda que a empresa tenha apresentado resultados operacionais piores que o esperado no terceiro trimestre, a XP tem recomendação de compra para os papéis da empresa.

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No mais, após uma forte queda nos preços do minério de ferro, os analistas enxergam “potencial de valorização em termos de valuation, além do pagamento de dividendos robustos e recompras de ações para as mineradoras brasileiras”, afirmam.

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