Turquia vai declarar 'personae non gratae' embaixadores de dez países

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O presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse neste sábado que os embaixadores de dez países, entre os quais Estados Unidos, Alemanha e França, serão declarados "personae non gratae" o quanto antes. Ele, no entanto, não estabeleceu uma data.

A determinação ocorre porque os diplomatas defenderam a liberação de Osman Kavala, 64, empresário e ativista de oposição que está preso desde 2017 sem ser julgado.

Há duas acusações para a detenção. A primeira, da qual foi Kavala absolvido em fevereiro, dizia que ele tentou desestabilizar a Turquia em 2013, quando ocorreram protestos pelo país.

Depois da absolvição, porém, ele foi detido novamente, desta vez acusado de ter participado da tentativa de golpe contra Erdogan em 2016.

"Deveriam conhecer e compreender a Turquia", acrescentou Erdogan sobre os embaixadores, a quem acusou de "indecência".

Na segunda-feira (18), Canadá, Finlândia, Dinamarca, Holanda, Nova Zelândia, Noruega e Suécia, além de EUA, Alemanha e França, assinaram um comunicado em que pedem "uma solução justa e rápida" para o caso.

Na quinta (20), o governo da Turquia ameaçou de expulsão os embaixadores desses países, mas não tomou medidas concretas.

O Conselho da União Europeia advertiu Ancara de que sanções podem ser impostas se Kavala não for liberado até a próxima reunião do grupo, prevista para ocorrer entre 30 de novembro e 2 de dezembro. O opositor, porém, pode sair no dia 26 de novembro, segundo determinação de um tribunal turco.

Em 2019, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, uma das mais altas instâncias legais do continente, ordenou a liberação imediata de Kavala, mas a Turquia não acatou a sentença.

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