Thomas Bach, o homem que comanda a Olimpíada com punhos de ferro

1 semana atrás 12

Thomas Bach estava chorando. Ele tentou falar, mas sua voz tremia.

Era o início de março e Bach, o presidente do Comitê Olímpico Internacional, olhava para uma bancada curva de telas de vídeo que mostravam os rostos plácidos e sorridentes dos membros da organização espalhados por escritórios, bibliotecas e salas de estar no mundo inteiro.

Na pauta dessa reunião virtual estava uma eleição presidencial. Mas Bach, concorrendo sem oposição a um segundo mandato, não encontrou perguntas difíceis sobre o futuro do movimento olímpico, e sim um banho morno de subserviência, prova do poder que ele acumulou controlando o maior e, de certa forma, o mais problemático festival esportivo.

"Temos um capitão", disse Gianni Infantino, presidente do órgão dirigente do futebol mundial e membro do COI, para Bach. "E esse capitão é você."

"Durante estes tempos difíceis, ninguém pode ser melhor que você, senhor presidente Thomas Bach", disse outro membro, Khunying Patama Leeswadtrakul, da Tailândia, "para nos conduzir por águas turbulentas, transformar crises em oportunidades e guiar o COI a níveis mais altos de sucesso."

Bach chamou uma pessoa, depois outra, e mais outra, parecendo ao mesmo tempo envergonhado e satisfeito com a série de elogios. Ele chorou ao ser chamado de "visionário", depois se recompôs para a votação privada. Dos 98 votos, obteve 93, com quatro abstenções e um contra.

O COI está tão acostumado com a harmonia de cima a baixo que o único voto contra Bach logo se tornou assunto de conversa de bastidores. A influência singular do presidente é tão aceita que muitos supõem que o único dissidente, seja lá quem for, simplesmente apertou o botão errado.

Anônimo para a maioria dos fãs casuais, Thomas Bach, 67, é uma das pessoas mais poderosas nos esportes globais, um alemão quadrilíngue cujas decisões podem alterar o destino não de um esporte, mas de dezenas; não de um país, mas de centenas; e não apenas de um seleto grupo de profissionais de elite, mas de uma população mundial de milhões de atletas.

No ano passado, enquanto um discurso internacional apaixonado fervilhava em torno dos Jogos de Tóquio —primeiro adiados por um ano, agora avançando em meio a um estado de emergência relacionado à pandemia e um coro de críticas cáusticas no Japão—, Bach foi a força centrífuga que os levou à frente.

Entrevistas com mais de duas dúzias de colegas atuais e antigos, atletas, autoridades esportivas e especialistas internacionais confirmaram que as perspectivas sobre Bach são tão diversas quanto a variedade de esportes que ele supervisiona.

Ele é elogiado como um estrategista clarividente; criticado como um autocrata; respeitado como um chefe de Estado; difamado como amigo de ditadores; é um ex-esgrimista vencedor da medalha de ouro que há quatro décadas ajudou a dar o pontapé inicial no movimento de empoderamento do atleta. Ele irrita uma geração mais jovem de atletas que hoje buscam diferentes formas de capacitação. Ele garantiu o destino da Olimpíada na próxima década. E inspirou debates sobre se ela deveria existir.

Eleito em 2013, Bach se referiu a seu mandato inicial de oito anos como um "mar de problemas" (metáforas marítimas, por algum motivo, abundam no COI, que tem sede na Suíça). Naquela época o COI enfrentou escândalos de doping, desafios à sua autoridade moral, ameaças de guerra. Mesmo depois de tudo isso, no início de seu segundo mandato, os Jogos de Tóquio talvez representem o obstáculo mais elevado para Bach: um encontro supostamente alegre que, entretanto, é nublado por questões de vida ou morte.

O fato de o presidente, em meio a tudo isso, ainda parecer tão à prova de balas, tão imune a quaisquer desafios que giram em torno dele a cada dia, reflete o casulo de poder que construiu para si mesmo no topo do COI.

Com poucos controles internos e prestação de contas externa limitada, Bach consolidou o comando da organização a tal ponto que se tornou, aos olhos de muitos aliados e críticos, o presidente mais influente da história da Olimpíada.

O papel ficou mais complicado ao longo dos 127 anos de história da organização, mas em essência Bach, assim como os que o precederam, sempre teve uma tarefa: proteger os Jogos Olímpicos para o futuro, não importa a oposição que enfrente, não importa se alguém mais os considera dignos de proteção. E neste momento crucial Bach fez exatamente isso, agarrando-se a uma instituição que os críticos consideram anacrônica, insular, até mesmo corrupta, e garantindo que ela irá prosperar por mais uma geração, pelos meios que sejam necessários.

O campeão


Os blocos de construção da carreira de Bach foram formados na pista de esgrima. Ganhar uma medalha de ouro com a equipe da Alemanha Ocidental na Olimpíada de Montreal (Canadá), em 1976, lhe proporcionou uma credencial de valor inestimável para toda a vida. Assistir ao boicote de seu país nos jogos de 1980 em Moscou o despertou para as tensões labirínticas e magnéticas entre esportes e política.

E alguns teorizaram que seu domínio dos princípios básicos da esgrima —astúcia, antecipação, disposição para se adaptar— lhe serviu igualmente bem no mundo selvagem da administração esportiva internacional.

Com 1,68 metro, Bach era baixo para seu esporte, circunstância que o fez criar um estilo próprio.

"Ele continuava atacando você com a lâmina —bah-bah-bah!—, simplesmente incansável", disse Ed Donofrio, que competiu pelos Estados Unidos nos jogos de 1976.

"Ele era difícil de acertar, porque estava sempre se movendo, lutando, dando tudo", disse Barry Paul, duas vezes campeão olímpico pela Grã-Bretanha.

Bach cresceu em uma pequena cidade no sul da Alemanha chamada Tauberbischofsheim. Quando ele ainda era um bebê, seu pai, Andreas, foi diagnosticado com uma doença cardíaca e recebeu previsão de um ano de vida. Ver seu pai viver mais 12 anos depois disso, disse Bach, lhe ensinou o valor da resiliência.

Uma criança indisciplinada, tinha 6 anos quando começou as aulas de esgrima com Emil Beck, treinador disciplinador cuja grande inovação, segundo Bach, foi adotar a esgrima com florete, que até então tinha um ar quase artístico, e aplicar nela a intensidade e o dinamismo de outros esportes mais brutais.

"Havia um ditado: se Emil Beck mandar você se sentar, não olhe para ver se tem uma cadeira atrás", disse Matthias Behr, que treinou ao lado de Bach e competiu em três Olimpíadas.

Bach estava sempre lendo atentamente o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, disse Behr, e se destacou na escola. Depois que o boicote da Olimpíada de 1980 —concebido pelo governo dos Estados Unidos em protesto contra a invasão do Afeganistão pela União Soviética— precipitou o fim da carreira competitiva de Bach, ele seguiu quase diretamente para outras atividades.

Bach tornou-se membro fundador da Comissão Atlética do COI em 1981. Abriu um escritório de advocacia. Entrou no mundo dos negócios corporativos, inclusive como executivo de marketing da Adidas sob Horst Dassler, que ajudou a criar o sistema de patrocínio atlético que transformou os esportes profissionais em uma indústria gigantesca (e que The Guardian certa vez descreveu como o homem que "escreveu o livro sobre o sistema de recompensas e patrocínio que define a política desportiva moderna").

Em 1991, Bach foi convidado a se tornar membro do COI por Juan Antonio Samaranch, o carismático presidente olímpico espanhol que lançou as bases para que os jogos se tornassem a entidade poderosa que são hoje.

Bach disse que Samaranch, que liderou o COI de 1980 a 2001, lhe deu três lições cruciais: "nunca ficar parado" ou ser pego de surpresa; interagir constantemente com aliados e oponentes, administrando relacionamentos, lendo nas entrelinhas; e proteger a "universalidade dos jogos" —seu principal apelo—, mantendo as diversas federações esportivas do mundo em posição unida sob o guarda-chuva olímpico.

Foram anos de formação, à medida que Bach desenvolvia os manuais mentais necessários para se mover através dos mundos de esportes, negócios e política, que evoluíam rapidamente e eram cada vez mais lucrativos.

"É como uma pessoa ter três pés e ser capaz de colocar um em cada campo", disse Michael Payne, que liderou a equipe de marketing do COI de 1983 a 2004, sobre Bach.

O diplomata

De todas as questões que Bach precisa conduzir, o papel da política nos jogos —começando com o que, exatamente, pode ser categorizado como política— muitas vezes parece o mais espinhoso.

Ele continua acreditando firmemente que a Olimpíada deveria ser um refúgio da política (como ele a define), e até hoje invoca a experiência do boicote de Moscou em 1980 —momento em que, na sua opinião, a política corrompeu os esportes— quando enfrenta perguntas sobre por que, por exemplo, a Olimpíada proíbe os atletas de se manifestarem no pódio nos jogos ou por que o COI faz parceria com países anfitriões, como Rússia ou China, que têm um mau histórico em direitos humanos.

Frequentemente, ele expressa alguma variação de um pensamento que articulou em um manifesto em 2013, manifestando sua visão do movimento olímpico: "O esporte deve ser politicamente neutro, mas não pode ser apolítico". Para ele, isso transmite a passagem estreita que o COI deve percorrer para manter sua autonomia, por mais absurda que alguns críticos considerem a distinção.

Essas questões, juntamente com as frustrações de muitos sobre como Bach lidou com as revelações de doping patrocinado pelo Estado na Rússia, constituem algumas das principais críticas dirigidas a ele hoje por atletas olímpicos ativos, particularmente aqueles das democracias ocidentais, muitos dos quais afirmam que Bach, apesar de ser um ex-atleta, está alheio às suas preocupações. Bach, por sua vez, argumenta que eles representam apenas um subconjunto das opiniões dos atletas, e que a Olimpíada deve acomodar competidores e pontos de vista políticos de mais de 200 países.

"Você pode pensar que é impossível pensar diferente", disse Bach em uma entrevista. "Mas, você sabe, as pessoas pensam de forma diferente sobre todas as questões."

A enormidade da influência do COI e a autoridade singular de seu presidente são fenômenos bastante recentes. Outros presidentes dirigiam a organização conforme seu capricho pessoal, como muitos afirmam que Bach faz hoje, mas nenhum puxava os cordões de uma instituição tão gigantesca quanto a versão contemporânea, e nenhum operava em um espaço tão complexo quanto a paisagem moderna dos esportes.

Até o final da década de 1990, o COI manteve, em grande parte, um papel secundário na operação da Olimpíada, afastando-se depois de selecionar uma cidade-sede para permitir que os comitês organizadores locais executassem os jogos. Essa atitude mudou depois dos Jogos de Atlanta de 1996, que oscilaram tão perto do desastre —com problemas no transporte, falhas técnicas e de segurança— que o COI determinou que precisava de uma abordagem mais prática para evitar mais desordens.

Em resposta, a equipe do COI em sua sede em Lausanne, na Suíça, aumentou de algumas dezenas de pessoas na década de 1980 para cerca de cem na de 1990, e aproximadamente 600 hoje. Esse crescimento, por sua vez, diminuiu o papel dos membros do COI, um grupo de 102 dirigentes esportivos de todo o mundo que antes cuidavam de muitas tarefas especializadas hoje realizadas por profissionais experientes em Lausanne.

O golpe mais recente no poder dos membros foi quando Bach retirou sua maior responsabilidade: votar nas cidades-sede. O processo era tradicionalmente repleto de suborno e corrupção. Mais recentemente, porém, o COI tem tido dificuldade para atrair candidatos viáveis em meio a preocupações com custos exorbitantes.

Bach abordou essas questões simplesmente mudando as regras. Em 2017, alterou sem cerimônia o antigo processo de licitação, concedendo direitos de sediar dois jogos de uma vez. Os de 2024 foram dados a Paris, enquanto Los Angeles, também competindo por essa edição, foi convencida a fazê-los em 2028. Dois anos depois, Bach descartou o protocolo de licitação antigo, movendo o processo em grande parte a portas fechadas, onde cidades-sede incontroversas (Brisbane, na Austrália, foi recentemente revelada como a sede dos Jogos de Verão de 2032) poderiam ser escolhidas apesar das dúvidas sobre transparência e potenciais conflitos de interesses.

"Às vezes você simplesmente tem que tomar decisões, e às vezes isso pode parecer autocrático, ou que você está fazendo isso com um pouco de pressa, e a realidade é que ambos são provavelmente verdadeiros e às vezes necessários", disse Sebastian Coe, presidente da World Athletics, o órgão internacional de gestão do atletismo, e membro do COI.

O fato de o COI também exercer um controle considerável sobre a Agência Mundial Antidoping e o Tribunal Arbitral do Esporte, dois órgãos que, em um universo paralelo, poderiam servir como vigilantes independentes da Olimpíada, amplia ainda mais o alcance de Bach.

"É uma corporação transnacional, em essência, com uma peculiaridade: eles são autogeridos, autorregulados e autônomos", disse Lisa Kihl, diretora do Instituto Global para Organizações Esportivas Responsáveis, da Universidade de Minnesota. "A quem respondem se fizerem alguma coisa errada? A ninguém."

Bill Mallon, historiador olímpico que trabalhou para o COI, disse que a principal vantagem dos membros hoje é serem colocados em uma das várias comissões do comitê, que são montadas pelo presidente. Isso, dizem os especialistas, explica a cultura da deferência.

"A Coreia do Norte não poderia ter feito melhor", disse Jens Sejer Andersen, diretor da Play the Game, organização que promove a governança ética do esporte.

Bach sempre se caracterizou como o regente de uma orquestra —metáfora certamente destinada a lisonjear os membros, mas que também enfatiza a importância do acordo. Expressões públicas de desacordo, então, são raras.

"Há muitos bajuladores entre os membros", disse Richard W. Pound, antigo membro do Canadá que acredita que Bach fez um bom trabalho como presidente, "e expressões generosas de apoio podem significar que você receba uma comissão."

Um raro momento de discórdia ocorreu em 2013, quando Bach concorreu pela primeira vez à presidência. Denis Oswald, candidato da Suíça, foi citado dizendo que não "compartilhava dos mesmos valores" que Bach e sugerindo que Bach havia usado seus contatos esportivos para beneficiar seus interesses comerciais externos.

Fazendo eco aos críticos fora do COI, Oswald também sugeriu que Bach estava comprometido por seus laços estreitos com o xeque Ahmad al-Fahad al-Sabah, do Kuwait, um rei do esporte global que, como membro do COI, havia feito lobby em favor de Bach. O xeque, enfrentando vários escândalos e acusações de corrupção, desde então se afastou de suas funções olímpicas.

Contatado por telefone no mês passado, Oswald, que foi nomeado membro do conselho executivo de Bach em 2017, voltou atrás em seus comentários. "Foi um momento de emoção", disse. Um jornalista lhe fez uma pergunta, acrescentou, "e no fim eu disse isso sem pensar muito".

O presidente

A personalidade pública de Bach é expressa em palavras cuidadosamente escolhidas, proferidas em parágrafos professorais, salpicados de humor seco.

Em particular, Bach procura boas garrafas de vinho tinto —as ruins ele chama de "Bruhe", palavra alemã para "lavagem"— e gosta do jogo de cartas skat. Na Alemanha, é membro do FDP, partido de liberais do mercado livre conhecido por seu eleitorado abastado. Ele é conhecido por gostar de um prato de "currywurst" (linguiça ao curry).

O presidente do COI é tecnicamente um voluntário, embora a organização tenha revelado em 2015 que Bach recebia um pagamento de "indenização" anual de 225 mil euros (cerca de R$ 1,37 milhão hoje) para cobrir suas atividades como presidente. Como os dois presidentes do COI antes dele, ele mora gratuitamente no Lausanne Palace, um hotel de luxo no centro da cidade.

Bach é um chefe exigente. Michael Vesper, associado próximo e conselheiro de longa data, brincou dizendo que se sentiu como um "escravo" dele durante seu mandato como presidente da Confederação Alemã de Esportes Olímpicos, de 2006 a 2013. "Ele é muito, muito exigente", disse Vesper. "Sempre lhe pergunta, quando você tem um dia ou uma tarefa difícil: 'Então, o que você vai fazer à tarde?'"

Por outro lado, Bach é um amigo encantador; lembra dos aniversários; coleciona factoides pessoais que anota em tiras de papel e carrega em uma pasta para usar depois.

No ano passado, quando o coronavírus varreu a Europa, Bach deixou Lausanne para as montanhas próximas. Fez longas caminhadas ao ar livre e deixou seu cabelo grisalho, normalmente aparado, crescer desgrenhado. Quando sua mulher, Claudia, voltou para a Alemanha para cuidar de sua mãe, ele teve de se virar sozinho na cozinha. Emagreceu. A parte mais difícil da situação, disse Bach, foi a falta de conexão humana.

"Eu sou uma espécie de abraçador", disse ele. Ele saboreia uma discussão da mesma forma que fazia com o vaivém de uma luta de esgrima, e raramente se questiona em público, mas respondeu na afirmativa —"definitivamente"— quando questionado se lamentava algo sobre a maneira como administrou o início da pandemia. Menos de três semanas antes do anúncio do adiamento dos Jogos de Tóquio, por exemplo, ele pediu aos atletas olímpicos que treinassem "a todo vapor". Os atletas, lutando para se preparar, estavam ansiosos e irritados com a escassez de informações do COI.

"Acho que faltou comunicação para explicar isso melhor", disse Bach, "para pedir às pessoas, também aos atletas, que tentassem se colocar no nosso lugar."

Bach sabia que o mundo dos esportes dependia de cada uma de suas declarações. Ele admitiu que deveria ter sido mais transparente sobre os possíveis resultados.

Sua contrição, porém, esse momento de dúvida, parou por aí. Ele não se comoveu com as várias pesquisas neste ano mostrando que a maioria dos japoneses queria que os jogos fossem cancelados ou adiados novamente.

"Não se pode tomar uma decisão sobre uma Olimpíada, que é acompanhada por bilhões de pessoas em todo o mundo, que é desejada por atletas do mundo inteiro, por meio de uma pesquisa", disse.

Da mesma forma, ele negou que a Olimpíada, como conceito, possa estar desatualizada ou de alguma forma seja impraticável, como muitos críticos afirmam. Ele reconheceu que há uma "cultura de desconfiança" mundial em relação aos governos e grandes organizações como o COI. Mas qualquer ideia de que os jogos enfrentam uma crise existencial, disse ele, não condiz com a realidade. Bach observou que cidades anfitriãs atraentes, grandes patrocinadores (como Coca-Cola e Visa) e parceiros de transmissão nacional (NBC) estão contratados até 2032.

"Se eles não tivessem confiança em nossa gestão dos jogos e do movimento olímpico, não fariam esses acordos de longo prazo", afirmou.

Os argumentos de Bach, é claro, não passaram despercebidos pelos membros do COI.

Assim que sua reeleição foi confirmada na reunião virtual em março, ele se levantou e caminhou em direção à parede de telas de vídeo, onde os membros aplaudiam diante de suas câmeras. Eles todos tiveram o áudio ligado, e logo pequenos gritos de "bravo!", "parabéns!" e "felicidades!" estalaram pela sala.
Bach esticou os braços, curvou os dedos e simulou um abraço coletivo em direção ao muro imponente de rostos sorridentes.

Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves 

Fonte