Sem provas, Bolsonaro diz que chip do Inmetro em postos eram fraudáveis

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje ter demitido toda a diretoria do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) após o órgão tentar colocar chips em bombas de combustível para evitar fraudes. Segundo o mandatário, no entanto, o governo teria descoberto a tempo que o serviço era fraudável. Bolsonaro não apresentou provas de sua acusação.

"Eles já haviam terminado os testes, mas, antes de botar, descobrimos que [o chip] era fraudável. O que eu fiz? Demitimos toda a diretoria do Inmetro", afirmou o presidente, durante a transmissão de sua live semanal, realizada nas redes sociais. "Quando aconteceu, não faltou uns urubus querendo indicar seus nomes pra lá. Botei um coronel, levei porrada. O coronel não deixou [colocar chip nas bombas]. No mínimo uns R$ 4 bilhões iam arrancar de vocês. Agora o que eu sofro com isso? Pancada de todo lugar", acrescentou, em seguida.

No início do ano, o Inmetro tentou implantar por meio de um dispositivo, a certificação digital das bombas medidoras de combustíveis. A ação seria para evitar fraudes eletrônicas que adulteram o volume do combustível e trazer maior segurança ao consumidor na hora de abastecer o veículo.

Em sua descrição no site do próprio governo, na prática, o chip permitiria que a pessoa recebesse, "em um aplicativo de celular, a leitura real da quantidade de combustível que passa pela bomba, ou seja, o consumidor terá a certeza que está levando a quantidade do produto que de fato pagou".

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