Qualidade de vida dos brasileiros piorou na pandemia, diz estudo

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Foram divulgados na segunda-feira (11) os resultados preliminares de um trabalho sobre os hábitos e comportamentos alimentares dos brasileiros durante a pandemia da covid-19. Realizada em conjunto por quatro universidades mineiras, a pesquisa revelou que o brasileiro, em virtude do distanciamento social, passou a ficar mais tempo em frente as telinhas e dormiu mais, porém reduziu a prática de atividade física.

Compilados, os resultados apurados pelas universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Lavras (Ufla), Ouro Preto (Ufop) e Viçosa (UFV) foram publicados nas revistas científicas Public Health Nutrition e Frontiers in Nutrition. O objetivo geral da pesquisa, iniciada cerca de cinco meses depois do início das medidas de distanciamento social, foi verificar as modificações ocorridas nos hábitos da população brasileira naquele período.

A metodologia envolveu a aplicação de questionários online a 1.368 pessoas de ambos os sexos, com idades a partir de 18 anos, durante os meses de agosto e setembro de 2020. A maioria dos respondentes mora na região Sudeste do Brasil, e 80% desses indivíduos são mulheres. Uma característica quase unânime (97%) é o fato de estarem cumprindo rigorosamente as medidas de distanciamento social.

Fonte:  Public Health Nutrition 

Como se comportaram e se alimentaram os brasileiros durante a quarentena?

Em um comunicado de imprensa divulgado pela UFMG, uma das autoras do estudo, a doutoranda em Ciência de Alimentos Tamires de Souza, disse que a pesquisa revelou “uma piora nos hábitos e estilo de vida, e também nos hábitos alimentares”.

Em relação à alimentação, os entrevistados diminuíram a regularidade do café da manhã, lanche e almoço, aumentando os lanches noturnos. A qualidade também piorou com maior consumo de pães, farináceos, refeições instantâneas e fast food. O uso de bebida alcoólica também se tornou mais frequente, bem como o hábito de fumar.

Além disso, o tempo de exposição a telas e dispositivos aumentou, de uma média diária de seis horas para dez horas durante a pandemia. Por outro lado, a prática de atividade física teve uma redução, de 120 minutos semanais antes da pandemia para 80 minutos.

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