Procon-SP registrou 703 reclamações sobre a Black Friday, alta de 3%

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Segundo o órgão de defesa do consumidor, a Americanas S.A. respondeu por 15% das queixas e a Via por 14%

Reprodução/Procon.sp.gov.br

O Procon de São Paulo registrou 703 reclamações sobre compras na Black Friday, da última quinta-feira (25) até a tarde de segunda (29), um volume 3% do mesmo período de 2020.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, a Americanas S.A., que inclui as marcas Americanas.com, Submarino, Shoptime, Sou Barato e Lojas Americanas, respondeu por 107 casos (15% das queixas) e a Via, responsável pelas marcas Casas Bahia, Ponto Frio e Extra.com, por 96 (14%).

As reclamações mais recorrentes ao órgão de defesa do consumidor foram atraso ou a não entrega de produtos (174 reclamações, 25% do total), pedido cancelado após a finalização da compra (162 reclamações, 23% do total), mudança de preço ao finalizar a compra (79 reclamações, ou 11%), maquiagem de desconto, (77 casos, que representam 11% do total) e produto ou serviço indisponível (75 casos ou 11% do total).

O Procon-SP também recebeu 457 consultas e pedidos de orientação sobre o tema "Black Friday de 2021".

“Muitos consumidores consultaram o Procon-SP, o que demonstra que as pessoas estão mais cautelosas antes de fechar suas compras e se precavendo de eventuais golpes”, disse Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP, em comunicado.

Ontem, o Procon-SP notificou a Via após reclamações de consumidores sobre o cancelamento de compras de um smartphone da Samsung, em oferta por R$ 700 no site da Casas Bahia — o preço regular é de R$ 3.000.

Procurada pelo Valor, a Via respondeu, na noite de ontem, que as variações de preço dos smartphones Galaxy Note 20 ocorreram devido a uma falha de processamento.

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