Mortes: Profissional no futebol, foi especialista em amar a família

1 mês atrás 18

Tudo para Riuler se resumia ao futebol. Desde de pequeno brincava de bola com o irmão e não gostava da ideia de ir no gol. Ricardo, o mais velho, além de sempre assumir o papel de goleiro, precisava encontrar chinelo, tijolos, ou qualquer outra coisa que pudesse marcar a trave.

Natural de Bastos, no interior de São Paulo, Riuler de Oliveira Faustino começou a jogar futebol aos cinco anos na escola municipal da cidade, e desde então não parou. Os anos em que brincou de bola, foram inferiores aos que treinou profissionalmente.

Aos 11 anos começou na escolinha do São Paulo, onde se formou jogador. Aos 13, encarou diversas oportunidades no Paraná, começando pelo Trieste de Curitiba. Defendeu também a camisa do Coritiba e do Athletico Paranaense.

Após uma passagem pelo Internacional de Porto Alegre, desembarcou no Japão para jogar profissionalmente pelo Miyazaki. Depois, foi para o FC Osaka e, em seguida, para o Shonan Bellmare, onde atuou até sua morte. Estava adaptado ao país e idioma, começando a falar e entender japonês.

Riuler não teve a chance de realizar seu maior sonho, que era vestir a camisa principal da seleção brasileira e jogar em um time de futebol europeu. Mas teve a oportunidade de representar o Brasil nas categorias de base. Ele jogou no Sul-Americano Sub-15 de 2013 e no Sul-Americano Sub-17 de 2015, quando foi campeão.

Sonhador, bom de bola e um profissional comprometido, o meio-campista colocava a família como uma de suas principais prioridades.

Em sua passagem pelo Paraná teve Lucca, a quem constantemente fazia homenagens nas redes sociais. Ser pai do garoto era uma de suas atividades preferidas. Com as passagens compradas para visitar a família São Paulo neste fim de ano, sua primeira tarefa com os pés em solo brasileiro seria ir ver o filho.

"Ele era um cara que se preocupava com a família. Tudo o que ele fazia era voltado para a família. Um cara que era um excelente irmão, um excelente filho, um excelente pai e um excelente profissional", conta o irmão Ricardo de Oliveira Faustino.

Católico desde a infância, Riuler também se colocava como um homem de fé. Seu lema principal era "Quando você diz ‘Não vejo saída’, Deus diz ‘Eu guiarei seus passos’".

Riuler morreu aos 23 anos na madrugada do dia 23 de novembro de 2021, após sofrer um infarto. Ele deixa os pais Carlos e Solange, o irmão Ricardo, o filho Lucca, a madrinha Sueli, tios, tias e amigos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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