Lira e Pacheco tentam acordo sobre precatórios e querem reunião com Guedes

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A reunião entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o líder do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), acabou há pouco em Brasília. O encontro entre eles era para tratar da PEC dos precatórios, que foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e agora busca aceitação em uma comissão especial.

Segundo Pacheco, "essa semana devemos conseguir resolver a questão dos precatórios". Quem também estava presente na reunião de hoje era o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), que disse a jornalistas que o ministro da Economia, Paulo Guedes, se encontrará com o grupo amanhã de manhã para discutir a PEC.

"Faremos outra reunião amanhã, no intuito de manter o respeito ao teto de gastos, vamos afinar as discussões", falou Lira. "Temos que incrementar o Bolsa Família ou o análogo, é fundamental que aconteça no país. Temos que ter responsabilidade fiscal. Não é uma equação fácil, é complexa e temos que exaurir as alternativas", disse Pacheco.

O cálculo que os líderes das Casas tentam fazer é para conseguir alocar fundos para o Auxílio Brasil, novo Bolsa Família, que levou a um polêmico aumento do IOF (Imposto sob Operações Financeiras). Ao mesmo tempo, os precatórios não devem estourar o teto de gastos - a medida também encontrou críticos que a chamaram de "calote".

O presidente do Senado disse estar esperançoso em conseguir uma reunião amanhã com Paulo Guedes. Depois, ele acha ideal testar o novo texto para ver se terá aprovação dos senadores, que são "quem decidirá a matéria". Apesar de não terem concluído hoje, Pacheco afirmou ter sido um encontro "proveitoso" e "acreditar na solução". "O país exige união e reciprocidade das duas Casas", falou.

O ministro da Economia tinha planejado acompanhar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, nos Estados Unidos. Bolsonaro chegou ontem com a comitiva, Guedes estava notavelmente ausente e teria até feito teste de covid-19 em preparação ao evento.

No entanto, com a repercussão negativa do aumento do IOF, o ministro teria achado melhor continuar no Brasil para acalmar os ânimos dos apoiadores e tentar uma reconciliação.

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