Ele foi desprezado por Inter e Grêmio; agora arrebenta na Premier League e virou 'xodó' na seleção brasileira

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Atacante do Leeds e provável titular da seleção brasileira, Raphinha nunca jogou profissionalmente no Brasil


Destaque da seleção brasileira nas últimas duas partidas das eliminatórias da Copa do Mundo, Raphinha será a grande novidade no time titular que enfrentará o Uruguai na Arena da Amazônia, em Manaus, nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília).

O atacante, que saiu do banco de reservas no segundo tempo nos duelos contra Venezuela e Colômbia, nunca jogou profissionalmente no Brasil. Atualmente no Leeds United, da Inglaterra, ele teve uma trajetória bastante incomum até chamar atenção de Tite.

Os jogos de Raphinha pela Premier League têm transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

Natural de um bairro humilde de Porto Alegre, o atacante herdou a paixão pelo futebol do pai, que é torcedor colorado e jogou na várzea com Tinga (ex-meia de Internacional e Grêmio).

Raphinha começou em um projeto social e passou pelas escolinhas do Internacional e do Grêmio, sendo dispensado por ser muito franzino. Em seguida, defendeu o Porto Alegre FC, clube gerido por Roberto Assis Moreira, irmão de Ronaldinho Gaúcho. O antigo craque do Barcelona, aliás, é o grande ídolo de Raphinha.

Após o fim do Porto Alegre, ele passou por equipes de várzea até chegar ao Audax-SP. Um ano depois, porém, o clube foi vendido e o jogador passou pelo Imbituba, que jogava a segunda divisão catarinense, antes de ser contratado pelo Avaí.

"Ele era um atleta extremamente competitivo, explosivo e talvez exagerado. O oposto do que era fora de campo. Menino de pouca fala. Em campo, queria ganhar tudo que disputasse. Treino, posição, minutos em campo. Queria sempre estar na frente. Não dava espaço para negociar um lance mais calmo. Fora de campo era um menino, calmo, sereno. Conversava muito pouco com os companheiros. Quem via ele fora de campo, não diria que ele era tão agitado dentro de campo", disse Diogo Fernandes, que captou o jogador para o time de Florianópolis.

No Avaí, o canhoto se destacou na Copa RS de 2015 e na Copa São Paulo de futebol júnior de 2016. Poucas semanas depois, foi comprado, aos 19 anos, pelo Vitória de Guimarães antes mesmo de estrear como profissional.

Após uma temporada e meia no clube português, o brasileiro foi vendido ao Sporting, de Portugal. Ele ficou apenas um ano e dois meses no time de Lisboa até ser vendido para o Rennes, da França.

Agenciado pelo ex-jogador Deco (ídolo de Porto e Barcelona), Raphinha ajudou ao time francês a conseguir uma vaga na fase de grupos da Champions League da temporada 2020-21, mas em outubro do ano passado foi contratado pelo Leeds, da Inglaterra.

Na equipe comandada por Marcelo Bielsa, o atacante rapidamente virou titular e um dos principais jogadores na Premier League. Em duas temporadas, são 38 jogos (nove gols e nove assistências).

"Desde que ele chegou na Premier League tem tido desempenho e destaques muito bons. Saíram conversas que ele poderia ir para o Liverpool, eu até esperava que isso acontecesse (risos), mas no final ele ficou no Leeds. É o melhor jogador do Leeds hoje. Sempre que vamos jogar contra eles sabemos que é o jogador que pode causar mais perigo", disse Fabinho, companheiro de seleção.

"A característica que ele tem é muito única, de um jogador canhoto que vai para cima e pode ir para os dois lados, para dentro e para fora. Isso é muito importante para a seleção. É um cara que tem muita personalidade, vai para cima, e já provou que pode nos ajudar muito", afirmou.

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