Efeito Evergrande leva bitcoin a registrar forte desvalorização

1 mês atrás 21

A criptomoeda fechou a segunda-feira (20) com queda de 8,1%, cotada a US$ 43.743 em bolsas de Nova York

A cotação de criptomoedas teve forte queda nesta segunda-feira (20), provocada pela instabilidade nos mercados diante da possibilidade de colapso da gigante imobiliária chinesa Evergrande. O bitcoin fechou o dia com queda de 8,1%, cotado a US$ 43.743 em bolsas de Nova York, e atingiu o ápice da queda mais cedo, com desvalorização de 10,7%, vendido a US$ 43 mil, a menor cotação desde agosto.

Além da popular bitcoin, as criptomoeadas das chamadas plataformas descentralizadas de finanças (DeFi) operavam com as maiores desvalorizações. Cardano e Dogecoin registraram queda de 10% no valor de mercado, enquanto a Polkadot teve queda de 16%, segundo o portal CoinMarketCap.

— Foto: Gerd Altmann/Pixabay

As perdas em valor de mercado seguiram a tônica do mercado internacional, enquanto investidores pesam os riscos de uma possível inadimplência da Evergrande, com dívida estimada em US 300 bilhões, e a perspectiva diante da reunião de política monetária do Federal Reserve, equivalente ao Banco Central dos EUA. O índice S&P 500 fechou em queda de 1,7%, no pior resultado desde maio, e as bolsas europeias tiveram a maior queda em dois meses.

A queda rápida nos mercados deve acelerar, conforme mais de 272 mil investidores tiveram suas contas liquidadas nas últimas 24 horas, equivalente a US 1,3 bilhão em criptomoedas, segundo a plataforma Bybt.

“Isso faz parte de um padrão bem estabelecido conforme investidores vendem os ativos mais arriscados para cobrir margens e/ou ficar à margem até que os mercados se acalmem e eles se sintam mais confortáveis a voltar para posições mais arriscadas”, afirma a CEO da Valkyrie Investimentos, Leah Wald.

O bitcoin deve testar sua média de alteração em 100 dias, que atualmente está em US$ 40.655, e pode cair para US$ 40 mil. Entretanto, a moeda caiu para níveis inferiores no indicador Trading Envelope, o que sugere que a desvalorização foi muito brusca e aguda.

Apesar do bitcoin nem sempre negociar em conjunto com mercados financeiros, sua correlação em avaliações mensais na Nasdaq, bolsa de Nova York, tem se mostrado positiva desde fevereiro de 2020. Indicadores mostram que a cripomoeda e os mercados estão se comportando de forma similar.

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