Descobrem no Reino Unido 'escravo crucificado' de 1.900 anos ainda com prego no calcanhar (FOTOS)

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Pessoas usando máscaras de proteção caminham por rua em Paris, França, 27 de maio de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 09.11.2021

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Descobrem no Reino Unido 'escravo crucificado' de 1.900 anos ainda com prego no calcanhar (FOTOS)

Descobrem no Reino Unido 'escravo crucificado' de 1.900 anos ainda com prego no calcanhar (FOTOS)

Restos de um escravo do período do Império Romano com um prego de ferro de cinco centímetros cravado no calcanhar foram encontrados no condado de... 09.12.2021, Sputnik Brasil

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Recentemente foi completada a análise do esqueleto desenterrado por arqueólogos durante uma escavação no povoado de Fenstanton, realizada uns anos atrás. De acordo com os resultados da datação por radiocarbono, os restos datam do período entre 130 d.C. e 337 d.C. O esqueleto pertencia a um homem com cerca 1,70 m de altura e estima-se que no momento da sua morte tinha entre 25 e 35 anos. Ao lado dele foram encontrados vestígios de uma estrutura de madeira com a qual ele foi enterrado. De acordo com Daily Mail, não se trata de uma cruz, no entanto os especialistas acreditam que pode ter sido uma espécie de tábua de madeira em que o cadáver teria sido colocado após a morte. Segundo arqueólogos, o prego de ferro que foi encontrado no osso de calcanhar serviu não para suportar o peso do corpo, mas sim para "evitar que ele se mexesse". Evidências físicas de crucificação ou descrições documentadas da prática são bastante raras, uma vez que os restos dos corpos das vítimas eram geralmente eliminados sem cerimônia e os pregos removidos por suas propriedades "mágicas". Os pesquisadores não sabem exatamente por que a pessoa teria sido crucificada. Mas acredita-se que essas vítimas eram condenadas por crimes graves, entre os quais, por exemplo, crimes políticos graves como traição ou sedição, deserção do exército, destruição de túmulos e alguns tipos de assassinato e estupro. No entanto, a posição social também estaria em jogo – aqueles que pertenciam à classe alta tinham penas menores, enquanto "quase qualquer coisa poderia condenar um escravo à crucificação". Corinne Duhig arqueóloga da Universidade de Cambridge, disse ao jornal que o homem descoberto em Fenstanton poderia ter sido um escravo que cometeu algum crime ou contravenção. Embora a crucificação seja geralmente associada com o Cristianismo, os arqueólogos não consideram que neste caso tenha estado em jogo qualquer motivo religioso.

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Restos de um escravo do período do Império Romano com um prego de ferro de cinco centímetros cravado no calcanhar foram encontrados no condado de Cambridgeshire, sendo uma das primeiras evidências de crucificação no Reino Unido.

Recentemente foi completada a análise do esqueleto desenterrado por arqueólogos durante uma escavação no povoado de Fenstanton, realizada uns anos atrás. De acordo com os resultados da datação por radiocarbono, os restos datam do período entre 130 d.C. e 337 d.C.

O esqueleto pertencia a um homem com cerca 1,70 m de altura e estima-se que no momento da sua morte tinha entre 25 e 35 anos.

Ao lado dele foram encontrados vestígios de uma estrutura de madeira com a qual ele foi enterrado.

De acordo com Daily Mail, não se trata de uma cruz, no entanto os especialistas acreditam que pode ter sido uma espécie de tábua de madeira em que o cadáver teria sido colocado após a morte.

Segundo arqueólogos, o prego de ferro que foi encontrado no osso de calcanhar serviu não para suportar o peso do corpo, mas sim para "evitar que ele se mexesse".

Evidências físicas de crucificação ou descrições documentadas da prática são bastante raras, uma vez que os restos dos corpos das vítimas eram geralmente eliminados sem cerimônia e os pregos removidos por suas propriedades "mágicas".

Os pesquisadores não sabem exatamente por que a pessoa teria sido crucificada. Mas acredita-se que essas vítimas eram condenadas por crimes graves, entre os quais, por exemplo, crimes políticos graves como traição ou sedição, deserção do exército, destruição de túmulos e alguns tipos de assassinato e estupro.

No entanto, a posição social também estaria em jogo – aqueles que pertenciam à classe alta tinham penas menores, enquanto "quase qualquer coisa poderia condenar um escravo à crucificação".

Corinne Duhig arqueóloga da Universidade de Cambridge, disse ao jornal que o homem descoberto em Fenstanton poderia ter sido um escravo que cometeu algum crime ou contravenção.

"Ele poderia ter sido um morador local comum que cometeu um crime grave. Talvez seu povoado estivesse envolvido no fornecimento de materiais e serviços a algum assentamento romano local, nesse caso ele poderia ter sido alguém que ficou do lado errado dos chefes ou intermediários e foi castigado terrivelmente para servir de exemplo para outros", disse o especialista.

Embora a crucificação seja geralmente associada com o Cristianismo, os arqueólogos não consideram que neste caso tenha estado em jogo qualquer motivo religioso.

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