Dá para ganhar dinheiro acima da inflação? Há opção de investimento segura

1 mês atrás 158

A inflação já acumula alta de 9,68% nos últimos 12 meses, terminados em agosto, preocupando consumidores e também investidores. Afinal, como proteger suas aplicações da alta dos preços? No Papo com Especialista, programa semanal e ao vivo do UOL, o economista César Esperandio disse que há ativos para você se proteger da inflação, como o Tesouro IPCA.

No programa, o economista explicou como funciona o título, por que ele é uma boa opção para proteger seu dinheiro da inflação, Leia abaixo a análise do economista e assista ao programa completo, que é um tira-dúvidas sobre investimentos exclusivo para assinantes e transmitido toda quinta-feira, às 15h.

Tesouro IPCA paga juros acima da inflação

Esperandio explicou que o Tesouro Direto é um dos investimentos mais acessíveis e o mais seguro do país.

"O Tesouro Direto se divide em três grupos (Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA), que, juntos, têm mais de dez opções de títulos", afirmou ele, que é também do canal Econoweek.

"O Tesouro IPCA é chamado de título de renda fixa híbrido, porque tem um componente prefixado [bônus] e um pós-fixado [inflação], que você só conhece depois. Apesar de existirem projeções do IPCA para os próximos anos, a gente só vai ter certeza desse indicador ao final do período", disse.

Portanto, afirmou o economista, qualquer título do Tesouro IPCA vai garantir um rendimento sempre acima da inflação, porque paga o IPCA, que é o indicador oficial da inflação no país, mais juros prefixados.

"O Tesouro IPCA nunca será negativo, independentemente de a inflação subir ou descer. Mesmo que haja uma deflação, a rentabilidade desse título não seria negativa porque tem o bônus. Então, todos os títulos do Tesouro IPCA sempre vão render acima da inflação", afirmou Esperandio.

Vale ressaltar que as condições de investimentos citadas no vídeo são referentes ao dia 16 de setembro. As taxas podem variar de um dia para o outro.

Tesouro IPCA com juros semestrais

Há também títulos do Tesouro IPCA com pagamento de juros semestrais. Ou seja, duas vezes por ano, o investidor recebe os juros que renderam nos seis meses anteriores. Esperandio fez duas ressalvas para este tipo de investimento:

  1. A rentabilidade semestral que cai na sua conta deixa de render. Se fosse a modalidade de receber apenas na data de vencimento, o rendimento seria bem maior, pois os juros compostos estariam agindo a seu favor.
  2. Há incidência de alíquota de Imposto de Renda maior, para os primeiros recebimentos de rentabilidade. A alíquota de IR é regressiva de acordo com o prazo de investimento: 22,5% (para resgate em até 180 dias), 20% (de 181 a 360 dias), 17,5% (de 361 a 720 dias) e 15% (acima de 720 dias).

"Cada vez que você recebe [os juros semestrais], você paga Imposto de Renda e, com isso, o seu dinheiro deixa de render. Na modalidade que você resgata só no final [na data do vencimento], você paga Imposto de Renda uma vez só, e o dinheiro rendeu muito mais nesse período", declarou.

O economista disse ainda que há também títulos da renda fixa privada, como CDBs, com rentabilidade atrelada ao IPCA.

"Você encontra CDB que paga bônus ainda maior que os do Tesouro IPCA, mas o Tesouro IPCA tem prazos de vencimento mais longos que os da renda fixa privada, no geral", disse.

Segundo Esperandio, títulos do Tesouro IPCA são, tipicamente, recomendáveis para estratégias de médio e longo prazos.

"Esse tipo de investimento garante uma rentabilidade sempre acima da inflação", afirmou.

É preciso ficar com o título até o vencimento

Outra característica do Tesouro IPCA é que ele só é vantajoso para quem fica com os títulos até a data do vencimento. Só assim o investidor garante os juros combinados, acima da inflação.

Caso queira vender os títulos antes da data de vencimento, o investidor fica sujeito aos preços do mercado —que pode querer pagar menos pelo título do que o combinado na hora da compra.

Papo com Especialista é toda quinta-feira

O programa Papo com Especialista é transmitido às quintas-feiras, das 15h às 16h, na página inicial do UOL e do UOL e é exclusivo para assinantes. Reveja programas anteriores aqui.

Você pode enviar perguntas ao Papo pelo e-mail uoleconomiafinancas@uol.com.br —elas podem ser respondidas no programa.

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