Cresce a importância do plano odontológico nas empresas

1 mês atrás 34

No Brasil, tem aumentado o número de empresas que oferecem plano odontológico aos seus colaboradores. Esse movimento reflete a consciência sobre a importância da saúde bucal e a consolidação desse benefício como um instrumento de atração e retenção de talentos com custo relativamente baixo em comparação com o plano de assistência médica.

Uma tendência que vem sendo observada nesse segmento é a customização dos planos, com a inclusão de coberturas como teleorientação ou telemonitoramento e tratamentos estéticos.

Esses foram alguns dos destaques da live Assistência Odontológica: Benefício Aliado à Saúde Integral, realizada no dia 25 de novembro pela Editora Globo em parceria com a consultoria e corretora de seguros Aon. O evento teve a presença de Raquel Giglio, vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica, e Leonardo Coelho, VP de health and retirement solutions da Aon Brasil. A mediação foi do jornalista Pedro Doria.

Os participantes comentaram os números da 13ª Pesquisa Aon de Benefícios, que acompanha há 17 anos a evolução das práticas de RH no Brasil. O estudo entrevistou 808 companhias em todo o país e mostrou que 91,7% delas oferecem plano odontológico aos colaboradores, um aumento de 2 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado há dois anos.

“A gente vê um crescimento muito forte, principalmente nos clientes empresariais maiores, ao longo dos últimos anos”, confirmou a executiva da SulAmérica. O VP da Aon atribuiu o resultado à conscientização sobre a importância de promover a saúde integral.

ESTAR BEM POR INTEIRO

No Brasil, segundo eles, cerca de 14% da população possui plano odontológico. No caso do plano de saúde, esse número é de aproximadamente 25%. Os participantes lembraram que a saúde da boca interfere no restante do corpo, pois problemas

odontológicos podem estar associados a um risco maior de desenvolvimento de doenças cardíacas e interferir no controle do Diabetes. Também fortalece a autoestima e a saúde mental das pessoas. Esse conjunto de benefícios aumenta o engajamento, o bem-estar e a produtividade dos colaboradores – e reduz o absenteísmo. Além disso, transmite uma imagem mais positiva da pessoa para os colegas de trabalho e para os clientes da empresa. “É o nosso cartão de visita”, ressaltou Raquel.

Outro fator que contribui para a expansão da oferta é o preço. Segundo ela, em média, um plano odontológico básico custa cerca de 10% do valor de um plano de saúde e, em alguns locais, como a cidade de São Paulo, o preço gira em torno de R$ 20 por mês por pessoa.

De acordo com o VP da Aon, o fato de ser mais acessível faz com que algumas empresas, seja por restrições orçamentárias ou até mesmo por decisão estratégica, optem por oferecer primeiro o plano odontológico. “É uma iniciativa louvável, porque começar com uma boa saúde bucal é um passo para melhorar os indicadores de qualidade de vida da sua população”, disse Coelho. “É um investimento relativamente baixo que traz um benefício agregado muito relevante.”

Leonardo Coelho, VP de Health and Retirement Solutions da Aon Brasi — Foto: Divulgação

CUSTOMIZAÇÃO E COBERTURAS ADICIONAIS

Ambos observaram que os planos mais básicos do mercado atendem a 90% das necessidades de saúde bucal da população. E afirmaram que tem havido um interesse crescente, por parte das empresas, em incluir coberturas adicionais.

A executiva da SulAmérica citou empresas do segmento de tecnologia, cujos profissionais estão em alta no mercado e vêm sendo muito assediados por concorrentes. “Tenho alguns clientes de tecnologia que estão pedindo para colocar uma carga muito maior de coberturas estéticas”, disse Raquel. “Claro que tem impacto em custo, mas funciona como ferramenta de atração e retenção de talentos.”

Os participantes mencionaram também, entre as possibilidades de customização mais procuradas atualmente, cobertura adicional para próteses e ortodontia, orientação por teleorientação ou telemonitoramento e a montagem de um consultório dentário na própria empresa, especialmente útil em fábricas situadas longe dos centros urbanos. Ambos enfatizaram a importância, nesses casos, da presença de uma empresa de consultoria para ajudar a desenhar o plano mais adequado.

“É um processo a seis mãos”, enfatizou Raquel. “O cliente, com as suas necessidades; a operadora, para conseguir viabilizar o produto, registrar na ANS e tudo o mais; e a consultoria, que é quem consegue fazer a tradução da necessidade do cliente e daquilo que a gente [como seguradora] consegue colocar de produto de pé.”

No final da live, ambos falaram sobre o futuro. O VP da Aon citou uma tendência que vem ganhando força: disponibilizar aos colaboradores a possibilidade de contratar planos adicionais para familiares não cobertos pela empresa ou para dar de presente a conhecidos. “Temos trabalhado em uma plataforma digital em que muitos RHs têm oferecido, por meio da Aon, esse acesso aos seus colaboradores”, contou Leonardo.

A executiva da SulAmérica conclamou o mercado de planos odontológicos a se unir em torno do objetivo de ampliar o acesso a esse benefício. “Enquanto participantes dessa cadeia produtiva, a gente tem que ter a ambição de ter números efetivamente desafiadores”, afirmou Raquel. Ela defendeu como meta elevar para 50% o índice de brasileiros com plano odontológico. “É um bom número para a gente focar.”

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