Comissão da USP denuncia jubilamento de 600 alunos da FFLCH em meio à pandemia

1 mês atrás 714

A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP deve ter neste semestre mais de 600 alunos jubilados. Embora o número seja considerado esperado para a unidade, que tem mais de 10 mil estudantes, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da instituição classifica a medida como um ato insensível diante das dificuldades impostas pela crise da Covid-19.

OBSTÁCULOS

"Sabemos que, em plena pandemia, muitos de nossos estudantes não tiveram acesso aos meios eletrônicos necessários nem ao espaço físico adequado e muito menos saúde mental para elaborar a apresentação de seus trabalhos de conclusão de disciplinas ou cursos na totalidade —ou na qualidade necessária para conquista de créditos", afirma a comissão em carta aberta.

TENSÃO

Outro ponto que acende um alerta entre a comunidade acadêmica é a saúde mental dos jubilados diante de uma medida tão severa. Como mostrou a Folha em junho, a FFLCH registrou ao menos três casos de suicídio entre estudantes neste ano.

NA LETRA

A punição se baseia em artigo do regimento geral da USP que determina o cancelamento da matrícula se o aluno não obtiver nenhum crédito em dois semestres consecutivos —salvo em casos em que houver trancamento de matrícula.

ESTÁ FEITO

Segundo a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da FFLCH, a Pró-Reitoria de Graduação diz que a situação não pode ser revertida, apesar de reiteradas solicitações para que a norma seja flexibilizada. E que, para os próximos semestres, será necessário promover campanhas de conscientização sobre o jubilamento. Procurado, o órgão não se manifestou.

CRUZ E ESPADA

"A FFLCH concentra os estudantes com menor renda da USP", destaca a professora Tessa Lacerda, que preside a comissão. De acordo com a docente, muitos desses alunos não tiveram condições de acompanhar as aulas a distância e não quiseram trancar o curso porque dependem de auxílios oferecidos pela universidade para se manter.

PÁGINAS

O filho de Bruno Covas, Tomás Covas, compareceu ao lançamento do livro "O Novo Municipalismo", coordenado pelo presi-dente estadual do PSDB-SP, Marco Vinholi. O vice-governador de SP, Rodrigo Garcia (PSDB), participou do evento na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em São Paulo, na quinta (2). O ex-deputado Roberto Massafera, o ex-ministro Aloysio Nunes e Maria Lúcia Montoro, filha de Franco Montoro, também estiveram lá.

com LÍGIA MESQUITA, VICTORIA AZEVEDO, BIANKA VIEIRA e MANOELLA SMITH

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