Brasil cria 253.083 vagas de emprego formais em outubro, mostra Caged

1 mês atrás 30

O Brasil criou 253.083 empregos com carteira assinada em outubro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O número é a diferença entre 1.760.739 contratações e 1.507.656 desligamentos registrados no mês.

O resultado de outubro representa uma desaceleração em relação a setembro, quando foram criadas 313.902 vagas. No acumulado dos dez primeiros meses de 2021, o saldo é de 2.645.974 vagas de trabalho formais abertas.

Agora, o total de empregos com carteira assinada no Brasil é de 41.205.069, o que corresponde a uma alta de 0,62% em relação ao saldo acumulado até o mês passado.

Os números positivos do Caged contrastam com a taxa de desemprego no país, que ficou em 12,6% no terceiro trimestre de 2021, atingindo 13,5 milhões de pessoas. O dado foi também foi divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e se refere ao total de empregos, com e sem carteira assinada.

Expectativa para 2021

Mais cedo, antes da divulgação dos números do Caged, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, afirmou que o Brasil deverá "continuar crescendo" na criação de empregos formais, devendo "virar" a casa das 2,5 milhões de vagas criadas em 2021.

"Nos dois anos e meio primeiros do presidente Jair Bolsonaro [sem partido], na maior pandemia, nós devemos virar agora a casa dos 2,5 milhões empregos", disse Onyx no 93º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), acrescentando que, "se tudo correr bem até dezembro", o país terá um recorde histórico na geração de emprego formal neste ano.

Informalidade ainda é alta

Ainda que o Brasil siga criando vagas de emprego com carteira assinada, a informalidade continua alta. Segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE, o país alcançou uma taxa de informalidade de 40,6% no terceiro trimestre, com mais de 37,7 milhões de trabalhadores atuando informalmente.

Já a proporção de trabalhadores ocupados contribuindo para a Previdência Social diminuiu, ficando em 62,9% no período. No segundo trimestre, de maio a junho, essa fatia era de 63,5%.

"Embora a ocupação venha aumentando, a contribuição de ocupados vem caindo. Porque essa expansão da ocupação parte de trabalhadores informais que geralmente não têm essa contribuição para a Previdência", explicou Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

(Com Estadão Conteúdo)

(Matéria em atualização. Volte em instantes)

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