Bolsas em NY encerram em queda e Dow Jones atinge maior recuo diário em um ano

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As bolsas de Nova York fecharam em forte queda nesta sexta-feira (26), em uma sessão encurtada ainda pelas comemorações do feriado desta quinta-feira (25), com os investidores fugindo do risco em meio a uma nova variante do coronavírus. Os principais índices acionários encerraram com perdas de mais de 2%, sendo que o índice Dow Jones registrou o pior desempenho diário desde outubro de 2020.

Ao final da sessão regular, o índice Dow Jones caiu 2,53%, aos 34.899 pontos; o S&P 500 perdeu 2,27%, a 4.594 pontos e o Nasdaq cedeu 2,23%, aos 15.491 pontos. Segundo dados do Dow Jones Market trata-se do pior desempenho dos mercados acionários americanos já registrado em uma Black Friday.

A data marca o início da temporada de compras de fim de ano nos Estados Unidos e é conhecida por grandes descontos no varejo. “Não é um grande dia para acordar na Black Friday e ver notícias sobre uma variante preocupante”, disse Jessica Bemer, gerente de portfólio da Easterly Investment Partners.

Com o resultado desta sexta-feira, o Dow Jones e o S&P 500 encerram a semana com perda ao redor de 2%, enquanto o Nasdaq ficou 3,5% mais baixo.

A nova variante do coronavírus, identificada na África do Sul e batizada pela OMS de ômicron, tem um alto número de mutações, o que elevou o temor entre os investidores, de que a pandemia pode retardar a recuperação econômica global.

Com isso, os investidores voltam a seguir o roteiro que adotaram no início da pandemia, saindo de ações de empresas ligadas a viagens e comprando papéis de farmacêuticas e de e-commerce. “Este é um mercado já bem calejado em termos de reação à covid-19”, emendou Bemer.

Entre as ações, o setor de energia figurou entre os destaques negativos, pressionado pelo tombo de mais de 10% do petróleo, com o tipo WTI vindo abaixo de US$ 70 por barril, em meio às preocupações com a demanda pela commodity e o receio de novas restrições a viagens.

O setor aéreo, aliás, também fechou no vermelho. Os papéis da United lideraram as perdas, caindo 9,57%, negociados a US$ 42,26, enquanto a American Airlines recuou 8,79%, a US$ 17,75. A Delta, por sua vez, fechou em queda de 8,34%, cotada a US$ 36,38, no menor nível em um ano.

“O tempo dirá o quanto devemos estar preocupados, mas investidores estão vendendo [as ações] na frente de potenciais más notícias", comenta o estrategista-chefe de mercado da LPL Financial, Ryan Detrick.

Mesmo com pregão encurtado e na volta do feriado nos Estados Unidos, que resultou em menor liquidez, o volume financeiro da América Airlines somou US$ 83,1 milhões, maior montante desde 15 de março, quando chegou a US$ 93,7 milhões.

O volume da Delta atingiu US$ 37,7 milhões ante os US$ 58 milhões movimentando em novembro do ano passado.

Enquanto a United registrou o maior montante desde meados de abril, com volume financeiro perto de US$ 36 milhões.

Na outra ponta, as fabricantes de vacinas figuraram entre os destaques positivos, com Moderna disparando mais de 20%, enquanto a Pfizer ganhou 6,1%.

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