Auxílio aluguel para moradores de áreas de risco será R$ 600 em São Paulo

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Desabamento em Paraisópolis em outubro de 2021

Divulgação/ Corpo de Bombeiros

Desabamento em Paraisópolis em outubro de 2021

O valor do auxílio aluguel pago pela Prefeitura de São Paulo vai passar de R$ 400 para R$ 600 num período máximo de 18 meses. O benefício será para pessoas que residem em áreas de alto risco em intervenções ou obras realizadas pela própria administração municipal, com o compromisso de atendimento habitacional definitivo.


Essa foi uma das propostas apresentadas aos moradores e lideranças da região do Córrego Antonico, em Paraisópolis, nesta sexta-feira (22). A medida deve atender às 1.500 famílias que residem em cima do córrego .


Na apresentação, estiveram presentes os secretários da Habitação, Orlando Faria, de Assistência Social, Carlos Bezerra, e de Projetos Estratégicos, Alexis Vargas e o coordenador geral da Defesa Civil, Joel Malta de Sá. Cada um destacou as ações planejadas por suas pastas após o desabamento ocorrido na região no último sábado (16).


Em Paraisópolis, 19 famílias que tiveram suas casas interditadas já estão autorizadas a receber o benefício de auxílio aluguel provisório. As formas de atendimento habitacional definitivo serão oferecidas por meio do programa “Pode Entrar”, sancionado em setembro deste ano, com previsão de regulamentação até novembro.


A iniciativa oferece uma Carta de Crédito aos beneficiários. Ela funciona como um subsídio para a aquisição do imóvel e a conta garantidora, que faz com que a prefeitura garanta crédito para as pessoas que não conseguem comprovar renda ou que não tenham acesso ao sistema bancário. O valor dessa carta vai variar de acordo com a renda do cidadão, com limite de R$ 120 mil, não reembolsável.


Além disso, o secretário Orlando Faria mencionou a possibilidade de a gestão adquirir imóveis privados para fins de habitação de interesse social, garantindo redução dos custos e tempo de entrega. "Já fizemos uma pesquisa na região e já mapeamos 6 mil unidades de interesse social que a Prefeitura pode comprar", adiantou.


A administração municipal frisa que o plantão social, tanto da habitação como da Assistência Social permanece na região. “Porém nenhuma família aceitou a oferta de ser abrigada pelos serviços municipais, inclusive em hotéis”, explicou o secretário, Carlos Bezerra.


Interdição

Segundo o comandante da Defesa Civil, foram vistoriados e selados 32 imóveis, sendo sete deles comerciais, no local do desabamento. A prefeitura ressalta que, para o avanço das obras no local, é fundamental que as famílias aceitem alguns dos benefícios ofertados, deixando suas casas que se encontram em área de risco hidrológico. Após a desocupação de toda a área, as intervenções de engenharia poderão ser iniciadas.

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