Apple violou lei trabalhista em declaração anti-vazamento, diz ex-funcionária

1 semana atrás 11

As regras de trabalho restritivas da Apple aliada a promessa recente do CEO Tim Cook de punir quem divulga vazamentos sobre a empresa de Cupertino podem violar as leis trabalhistas dos Estados Unidos. Pelo menos é o que aponta a queixa mais recente contra a Big Tech.

Esta semana, Ashley Gjovik, que ocupou o cargo de gerente sênior na empresa, afirmou que o e-mail enviado por Cook aos funcionários, dizendo que “pessoas que vazam informações confidenciais não pertencem aqui (a Apple)”, violou a Lei Nacional de Relações Trabalhistas, que protege o direito dos americanos de se comunicarem sobre quaisquer questões trabalhistas.

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Tim CookCook também ressaltou no e-mail que não seria tolerada a divulgação de informações confidenciais sobre produtos ou “detalhes de uma reunião confidencial”. Imagem: John Gress Media Inc/Shutterstock

Documentos apresentados por Gjovik em sua denúncia, desafiam, segundo a ex-funcionária da marca da Maçã, várias políticas do manual de funcionários da Apple, que inclui desde restrições à divulgação de “informações comerciais”, conversas com repórteres até postagens indelicadas nas redes sociais.

Por ora, a Apple ainda não respondeu aos comentários.

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Vale lembrar que Gjovik era gerente sênior do programa de engenharia. A funcionária foi demitida pela Apple em setembro após registrar reclamações contra os comportamentos abusivos dentro da empresa.

A profissional sugere que a demissão foi uma espécie de retaliação por suas queixas. Em entrevista ao The Verge, a executiva contou que durante meses levantou preocupações com as relações entre os funcionários da Apple e há anos enfrenta experiências com sexismo, condições de trabalho inseguras, retaliação e até assédio sexual.

Se o tribunal federal americano aprovar a denúncia, a Apple pode ser obrigada a alterar as suas políticas e informar os funcionários sobre os seus direitos.

Por fim, Gjovik disse ao portal Bloomberg que espera que o seu caso possa ajudar a estabelecer um novo precedente em prol dos funcionários da Apple, derrubando a cultura ultra sigilosa da empresa.

Créditos da imagem principal: Vividrange/Shutterstock

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