Alzheimer: proteína do fígado pode ser crucial na origem e progressão da doença

1 mês atrás 127

Uma proteína do fígado pode ter papel importante na origem e na progressão da Alzheimer, pois o órgão está centralizado em processos vitais. A ciência descobriu que a maior glândula do organismo pode ter uma nova função na doença.

As informações são de acordo com os resultados de um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália. Sendo assim, a proteína (chamada amiloide) produzida no fígado pode causar a neurodegeneração no cérebro característica da doença.

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Um dos marcadores patológicos da Alzheimer é o acúmulo da beta-amiloide no cérebro, seja em humanos quanto em animais. Isso porque a substância está presente em outros órgãos e seus níveis sanguíneos se correlacionam com a carga amiloide cerebral, aumentando a possibilidade de que a proteína possa contribuir para a doença.

Os pesquisadores desenvolveram um camundongo capaz de produzir beta-amiloide apenas nas células do fígado e com isso, observaram que a proteína era carregada no sangue por lipoproteínas ricas em triglicerídeos, assim como em humanos, e passada do órgão para o cérebro.

Além disso, constataram que os ratos desenvolveram neurodegeneração e atrofia cerebral, que foi acompanhada por inflamação neurovascular e disfunção dos capilares cerebrais, processos observados na Alzheimer. As descobertas indicam que a beta-amiloide tem a capacidade de causar neurodegeneração e também sugere que a proteína é um potencial contribuinte para doenças.

As implicações abrem caminho para um avanço na compreensão da Alzheimer. Atualmente, a maioria dos estudos se concentra na superprodução da proteína no cérebro. Na maioria dos casos, esse excesso não é considerado central e em vez disso, os fatores de estilo de vida podem desempenhar um papel mais importante.

“Se essa associação for confirmada por outros estudos no futuro, passaremos a ter possibilidades terapêuticas novas. É uma grande esperança para o tratamento da Alzheimer”, disse Ben-Hur Ferraz Neto, cirurgião do aparelho digestivo.

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A descoberta é como uma luz no tratamento da Alzheimer, ainda mais que poucas doenças são cruéis como a de viver sob o esquecimento. Tanto que a notícia entusiasmou os pacientes, pois já estavam uas décadas sem grandes novidades. Outro exemplo foi o primeiro remédio capaz de retardar a enfermidade aprovado pela FDA, a agência reguladora americana.

A Alzheimer é a principal causa de demência em homens e mulheres com mais de 60 anos, de acordo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e deve atingir 139 milhões pessoas em 2050.

Fonte: O Globo

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