Você ja ouviu falar no metal Nióbio?


A aplicação mais importante do nióbio é como elemento de liga para conferir melhoria de propriedades em produtos de aço, especialmente nos aços de alta resistência e baixa liga, além de superligas que operam a altas temperaturas em turbinas das aeronaves a jato.

O nióbio também é utilizado na produção do aço inoxidável e de ligas supercondutoras usadas na fabricação de magnetos para tomógrafos de ressonância magnética. Encontra aplicação, da mesma forma, em cerâmicas eletrônicas, em lentes para câmeras, na indústria naval e, na ferroviária para a fabricação dos “trens bala

Pode ser usado na Medicina visto que o nióbio é um metal biocompatível (não prejudicial para o tecido humano), similar à platina e ao titânio.

Dezenas de superligas estão em uso nos mais diversos meios abrasivos ou operando em altas temperaturas. Essas ligas são a alma dos motores a jato e de foguetes, tanto comerciais quanto militares.

A indústria de alta tecnologia, não existe sem a utilização deste metal, e o Brasil detém 98% das reservas mundiais exploráveis de nióbio no mundo, e mais de 95% do total do minério presente no Planeta Terra sem serem exploradas, concentram-se na amazônia (Roraima), onde está demarcada a Reserva Raposa Serra do Sol.

Toda indústria de alta tecnologia é altamente dependente do nióbio, não tem turbina de avião, não tem turbina de termoelétricas, não tem oleoduto se não tiver nióbio.

As Jazidas exploráveis no Brasil estão presentes em 3 cidades: 61% proveniente da mina da CBMM, em Araxá-MG, do Grupo Moreira Salles (controlador do Unibanco) e da multinacional Molycorp, 21% das Reservas em Catalão-GO e outros 12% em São Gabriel da Cachoeira-AM. Outra grande empresa que controla o Minério é a Anglo American Brasil (21%).

Essas empresas vendem internacionalmente o nióbio a um preço abaixo do custo, são anos e anos de subfaturamento que tem acumulado um prejuízo para o país de bilhões de dólares anuais e um lucro estratosférico para as empresas exportadoras “exploradoras”

Fato grave é que mesmo sendo o único exportador no mundo deste minério estratégico, o nosso país não é sequer capaz de determinar o preço do nióbio no mercado externo.

A questão do nióbio é tão vergonhosa que na realidade o mundo todo consome l00% do nióbio brasileiro: EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saindo extra-oficialmente, não sendo assim computados.

Assista logo abaixo uma entrevista do ex-candidato a presidente da República Enéas, que fala sobre o Nióbio, ONGs, reservas indígenas e a exploração das riquezas minerais do Brasil.

O homem que falava de tudo isso, senhor Eneas, taxado de louco para ridiculariza-lo, não está mais entre nós.

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