Porque é imprescindível descobrir as causas do acidente com o Airbus A330


È importante para companhia aérea francesa Air France, para a fabricante de aviões AirBus, para as seguradoras e para as famílias das vítimas e principalmente é importantíssimo pra mim e para você.

Simplesmente se não descobrir as causas do acidente com o Airbus A330, com certeza vai acontecer novamente pela mesma causa.

De acordo com o Escritório de Registros de Acidentes Aéreos: A.C.R.O. (Aircraft Crashes Record Office), de Genebra, na Suíça, de todos os acidentes aéreos catalogados desde 1918 no total de 17.369 as causas de acidentes são:

  • Erro humano = 67,57%
  • Falha técnica = 20,72%
  • Mau tempo = 5,95%
  • Sabotagem = 3,25%
  • Outras causas = 2,51%

A cada acidente, os erros são conhecidos e as causas descobertas, contribuindo para que não aconteça mais, tornando a aviação cada vez mais segura. De todos os acidentes registrados no mundo ate agora somente 27,73% ocorreram durante o voo, como o AF 447 da Air France, a grande maioria acontece no pouso e decolagem.

Por exemplo, o maior acidente da historia que matou 583 pessoas aconteceu em 27 de março de 1977, em que dois aviões Boeing 747 colidiram no aeroporto, dificilmente, ou praticamente impossível acontecer novamente, justamente por todas as normas e procedimentos adquiridos com a experiência nos aeroportos do Mundo.

Outro exemplo, os dois maiores acidentes aéreos que aconteceram no Brasil em todos os tempos foi causado por um misto de fatalidade, coincidência e imprudência.

No acidente, ocorrido em 29 de setembro de 2006, morreram 154 passageiros do Vôo Gol 1907 numa colisão com outro avião, um Legacy, em pleno ar, bastava apenas o transponder do Legacy estar ligado que não aconteceria a colisão.

Em outro acidente, no dia 17 de julho, de 2007, o Airbus A320 da TAM saiu da pista do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, atravessou a avenida Washington Luís, bateu contra o prédio da empresa de cargas TAM Express e explodiu.
Se a pista do aeroporto fosse maior ou tivesse uma área de escape como qualquer grande aeroporto do mundo todos os fatores que desencadearam esse acidente, apenas causaria um “pouso ruim” e todas as pessoas sobreviveriam.

O que torna a investigação do acidente com o Airbus A330, do vôo AF 447, tão importante e esclarecedora é o fato de ser imprevisível e inesperado e que pode acontecer novamente se não esclarecido e corrigido todos os erros e procedimentos.

O QUE JÁ MUDOU NA AVIAÇÃO APÓS O DESASTRE COM O AIRBUS A330

  • Diversas companhias aéreas, entre elas duas brasileiras, enviaram boletins a seus pilotos recomendando que, em caso de falha na medição da velocidade, se deve ajustar a potência das turbinas e o nariz do avião em um ângulo específico em relação ao horizonte. Os ajustes dependem do modelo da aeronave
  • Companhias aéreas, entre elas a Air France e a TAM, anunciaram a troca dos tubos de pitot em seus aviões. Supõe-se que esse equipamento, que ajuda a medir a velocidade, tenha contribuído de forma decisiva para o desastre com o Airbus
  • A Agência Européia para a Segurança da Aviação: Easa (European Aviation Safety Agency) estuda se a troca dos tubos de pitot deve se tornar obrigatória nos 600 Airbus A330 hoje em operação no mundo
  • A Easa avalia se os pilotos precisam passar por um treinamento adicional para lidar com o tipo de pane sofrida pelo avião da Air France
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