Os Pseudo-Médicos, Charlatões e os estudantes Brasileiros de Medicina na Bolívia


Quando o estudante se prepara, tem um bom conhecimento e deseja ser um médico de verdade ele com certeza passara em uma Universidade Publica ou em uma particular de qualidade.

Mas tem outro grupo de alunos que não conseguem passar nas melhores faculdades, mesmos as particulares, mas tem bastante dinheiro disponível, ai vão estudar nas faculdades de medicina caríssimas e de pouca concorrência que existem no Brasil.

Por fim existe um grupo de alunos desesperados e querem por todo custo ser médicos, não tem conhecimento ou estrutura financeira para estudar no grupo de faculdades citadas anteriormente, então vão se aventurar no país mais miserável da América do Sul, a Bolívia.

Então depois de formados seguirão uma saga tortuosa e cheia de obstáculos para tentarem revalidar os seus diplomas para enfim trabalhar legalmente no Brasil.

PSEUDO-MÉDICOS

No fim dos anos 70, um acordo de cooperação acadêmica firmado entre países latino-americanos e caribenhos previa que os diplomas obtidos num país seriam automaticamente revalidados por outro.

Em 1999 o Brasil deixou de participar do acordo. Hoje, para ter seu diploma reconhecido no Brasil, o formando que vem do exterior deve prestar exames específicos em universidades públicas. A taxa de reprovação é altíssima, a maioria não consegue passar nos exames por falta de instrução mínima.

Em média de cada 150 revalidações de diplomas de alunos de medicina que estudaram na Bolívia, apenas 1 passa no teste, os outros que não conseguem a nota mínima, entram na Justiça.

Alguns que gastam bastante com advogados ganham a causa em primeira instância e receberam registros provisórios para exercer a profissão de médico, outros que não conseguem vão trabalhar como “charlatões” em cidades pequenas do interior.

As revalidações feitas judicialmente, ou seja, a maioria é a maior prova de que os alunos estão despreparados e que estudaram em universidades muito ruins.

Ainda existem alguns que tentam a cola eletrônica, em 2003 a polícia descobriu uma quadrilha que era especializada em fraudar os testes para revalidação do Diploma.

A quadrilha e os candidatos a futuros médicos açougueiros foram presos ao tentarem fraudar o exame de uma universidade estadual em Manaus. Cada candidato pagou de R$ 15 mil a R$ 25 mil para participar da cola eletrônica.

O QUE PRECISA PARA VALIDAÇÃO DO DIPLOMA

1ª ETAPA:
a) Inscrição com entrega dos documentos exigidos;
b) Análise da legitimidade dos documentos;
c) Consulta à Faculdade de origem sobre os dados pertinentes à colação de grau;

2ª ETAPA:
Avaliação de equivalência de conteúdo curriculares e cargas horárias que deverá ser de no mínimo 75%;

3ª ETAPA:
Prova de proeficiência na língua portuguesa.

4ª ETAPA:
Prova cognitiva abrangendo as cinco grandes áreas: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria – Puericultura, Ginecologia Obstetrícia e Medicina Social.

5ª ETAPA:
Prova prática e oral para avaliação de habilidades, atitudes e comunicação.

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