Cientistas Brasileiros desenvolveram o papel sintético, que usa o plástico como matéria-prima


Cientistas brasileiros conseguiram criar o que pode ser um grande passo para resolver um problema ambiental gigantesco, uma folha de papel que é resultado de um estudo que durou seis anos, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos.

É o chamado papel sintético, que usa o plástico como matéria-prima, em vez da celulose, são necessários 850 quilos de plástico reciclado para produzir uma tonelada de papel sintético e, segundo os pesquisadores, a cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.

A fabricação consome menos água e menos energia do que a do papel tradicional e praticamente qualquer embalagem plástica, jogada no lixo, pode ser aproveitada, o plástico é triturado e misturado a uma série de substâncias e vai para uma máquina, onde é submetido a altas temperaturas. (veja vídeo)

Depois de derretido, é resfriado e novamente picotado, o processo termina em outro equipamento, que funde os grãos para produzir o papel sintético, que tem outras vantagens, é resistente à água, resistente a intempéries em geral, ventos, raios ultravioleta.

A idéia já foi testada em larga escala e patenteada. “Ele pode ser aplicado em outdoors, manuais, cartilhas, rótulos, etiquetas, livros“, disse a coordenadora da pesquisa Sati Manrich.

Os pesquisadores aguardam o interesse da indústria para que a novidade chegue ao consumidor, os estudos revelam que, se fosse aplicada em sala de aula, a novidade poderia aumentar a vida útil de livros e de cadernos.

ARTIGOS RELACIONADOS
Política de Privacidade • 2018 (CC)