Brasileira grávida perde gêmeos ao ser agredida por neonazistas na Suíça


A advogada Paula Oliveira, pernambucana de 26 anos, trabalha na multinacional Maersk e, vive legalmente na Suíça.

Filha do advogado Paulo Oliveira, secretário parlamentar em Pernambuco do deputado federal Roberto Magalhães (DEM), Paula foi agredida por supostos “neonazistas” ao sair de uma estação de trens em Dubendorf, cidade próxima a Zurique (Suiça).

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Três homens brancos, de cabelos raspados (skinheads), abordaram Paula, que estava grávida de três meses, ela foi espancada e sofreu cortes no corpo, a agressão fez abortar os bebês, deram socos, chutaram e a cortaram com estiletes no corpo inteiro e até fizeram a sigla SVP nas pernas.

No momento da agressão, segundo o Itamaraty, ela estaria falando ao telefone celular em português com a mãe, o que reforça a hipótese de que o crime tenha sido cometido por um grupo xenófobo.

O SVP é o Partido do Povo da Suíça também chamado de UDC (União Democrática de Centro). Considerado populista e xenófobo, o partido venceu as eleições federais realizadas no final de 2007.

[image style=alignright][/image] Durante a campanha, um polêmico cartaz do UDC mostrava bem as posições políticas do partido, a imagem trazia três ovelhas brancas sobre uma bandeira da Suíça, enquanto uma ovelha negra era chutada para fora do espaço, abaixo disso, a frase: Pour plus de sécurité (Para criar segurança).

Nos últimos meses, ataques xenófobos têm ganhado força na Europa diante de um discurso cada vez mais racista dos partidos de extrema direita.

Na Suíça, a crise financeira internacional e o aumento do desemprego deram popularidade aos partidos políticos que defendem medidas contra a imigração.

Casos de ataques contra estrangeiros aumentaram, mas, até agora, os brasileiros não eram os alvos preferidos, as principais vítimas são imigrantes turcos, ex-iugoslavos e africanos.

Atualizando: Segundo o diretor do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, Walter Bär, a partir de exames de legistas e ginecologistas, a conclusão é de que a brasileira Paula Oliveira não estava grávida e teria ela mesma feito os ferimentos em seu corpo.
As marcas foram feitas em partes do corpo ao alcance das mãos, e são muito simétricas e superficiais, para ele, seria improvável que cortes assim fossem feitos numa situação de ataque, quando a vítima se debate e resiste aos agressores.

Paula não teve o corpo retalhado à força por estilete (ela se auto mutilou) e também não sofreu um aborto de gêmeos (simplesmente não estava grávida). A confissão foi feita à polícia de Zurique no último dia 13. A advogada montou a farsa para receber a indenização prevista na Lei de assistência às Vítimas de Agressão. A reparação, que pode chegar a R$ 200.000,00 é destinada a vítimas de agressão física, sexual ou psicológica.

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