Ataques virtuais no conflito da Russia e Geórgia


O primeiro ataque a um site do governo da Geórgia, o da Presidência da República, ocorreu em julho, mas teve pouca repercussão. Segundo o site de tecnologia Ars Technica, investigadores da United States Computer Response Readiness Team (US-Cert) monitoraram a invasão, mas julgaram não ser parte de uma ação maior.

O mesmo grupo responsável pelo ataque parece ter em mãos toda a rede de sites do governo da Geórgia e opera a partir de servidores russos. Segundo o blog RBNExploit “os servidores russos AS12389 ROSTELECOM, AS8342 RTCOMM e AS8359 COMSTAR controlam todo o tráfego dos principais servidores da Geórgia”.

O blog também afirma que os governos da Turquia e da Estônia disponibilizaram servidores para estabelecer novos pontos de acesso na Geórgia e furar o bloqueio russo. O Ministério das Relações Exteriores da Geórgia foi forçado a montar um blog para continuar a oferecer informações. O governo da Polônia também se ofereceu a colocar comunicados do governo da Geórgia no site da Presidência, como gesto de boa vontade.

Se o uso da internet é agora parte normal de uma guerra, o que acontece quando um servidor americano usado para hospedar um site provisório do governo da Geórgia é atacado por agentes russos? Foi o que aconteceu com o site president.gov.ge, de quinta-feira 7 até a segunda-feira 11. Talvez não seja considerada uma agressão direta da Rússia contra os Estados Unidos, mas essa nova guerra cibernética confundiu o mundo e dificulta o acesso às informações do que exatamente se passa na Geórgia.
Fonte: Revista Carta Capital

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