A Privataria Tucana – E as fraudes e trapaças nas privatizações promovidas por FHC e Serra.


O livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. relata de forma detalhada e comprova com inúmeros documentos, obtidos de forma legal, o grande esquema de corrupção e lavagem de dinheiro por trás das privatizações realizadas durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso por intermédio de seu ministro do Planejamento, José Serra.

A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

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O livro, que levou 12 anos para chegar às livrarias, sintetiza a roubalheira promovida pela administração tucana no governo federal e revela o modus operandi de um escândalo de corrupção envolvendo o governo federal, grandes corporações financeiras e a imprensa com a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, favorecimento ilegal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e invasão de privacidade, associado a desvio de dezenas de bilhões dos cofres públicos.

A expressão “privataria”, criada pelo jornalista Elio Gaspari e utilizada por Ribeiro Jr., faz um resumo do que foi para ele a verdadeira pirataria praticada com o dinheiro público em benefício de fortunas privadas, por meio das chamadas “offshores”, empresas de fachada no Caribe, onde vários países são considerados Paraísos Fiscais.

O Livro iria inicialmente se chamar “No Porões da Privataria”, e chegou-se a cogitar o nome “Os Privatas do Caribe“, em alusão aos paraísos fiscais no Caribe, mas logo desistiu-se do segundo nome, para evitar confusão com o filme “Piratas do Caribe”. Por fim decidiu-se pelo nome atual. Do total de 344 páginas, 112 dessas se referem somente à ampla documentação recolhida no Brasil e EUA.

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado. Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

Em uma entrevista para a revista Carta Capital Amaury Ribeiro Jr. explica o que motivou a escrever o Livro:

“Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.”

E o envolvimento de José Serra:

“Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.”

Para download do livro em formato PDF:(21MB)

http://www.multiupload.nl/RA4HSGXNET

ou

www.mediafire.com/?hlothjpb3xw5q73

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